Como é que a PSA Sines está a acelerar a modernização e digitalização das operações logísticas e o transporte de mercadorias?
A PSA Sines tem vindo a investir em tecnologias digitais para otimizar processos e aumentar a eficiência operacional. As principais iniciativas incluem:
- Automação de equipamentos e integração com sistemas de gestão em tempo real;
- Plataformas digitais para planeamento e monitorização das operações, garantindo maior previsibilidade e redução de tempos de espera;
- Soluções de análise avançada de dados, que permitem decisões mais rápidas e baseadas em informação fiável;
- Melhoria contínua dos níveis de serviço para reforçar parcerias com clientes e entregar valor acrescentado;
- Priorização da segurança e bem-estar dos colaboradores através de protocolos robustos e práticas inovadoras no local de trabalho.
Estas medidas contribuem para uma cadeia logística mais ágil, resiliente e preparada para responder às exigências do comércio global.
De que forma a intermodalidade entre transporte ferroviário, marítimo e rodoviário pode contribuir para reduzir a pegada de carbono e promover uma logística mais sustentável?
A intermodalidade é um pilar essencial para a sustentabilidade logística. Ao combinar transporte marítimo, ferroviário e rodoviário, conseguimos reduzir a dependência do transporte rodoviário, que tem maior impacto ambiental. O transporte ferroviário, com menor emissão por tonelada transportada, assume um papel central na ligação entre o porto e os centros logísticos do interior, enquanto o transporte marítimo, já eficiente em termos energéticos, é complementado por soluções terrestres mais verdes, criando corredores logísticos de baixa emissão.
Para além da intermodalidade, a PSA Sines tem vindo a reduzir proactivamente a sua pegada de carbono na operação logística interna. Nos últimos anos, investimos em equipamentos elétricos e em combustíveis alternativos ao diesel convencional, como o HVO100, que permite reduzir cerca de 85% das emissões. Este modelo contribui diretamente para os objetivos nacionais e europeus de descarbonização, promovendo uma cadeia de valor mais sustentável e competitiva.
Para permitir uma maior transferência modal, é também essencial desenvolver a infraestrutura adequada e produtos adaptados que possibilitem uma oferta intermodal completa e competitiva, como por exemplo:
- Terminais ferroviários dedicados e linhas dentro da área portuária para garantir uma transferência eficiente de carga;
- Hubs intermodais modernos no interior, equipados para manuseamento e armazenamento de contentores;
- Ligações ferroviárias melhoradas com maior capacidade e eletrificação para reduzir emissões;
- Plataformas digitais para planeamento integrado e rastreamento em tempo real entre todos os modos;
- Melhorias no acesso rodoviário para suportar a ligação entre o primeiro e o último km.
De que forma estão a inteligência artificial e a Internet das Coisas a transformar a gestão de frotas e armazéns na PSA Sines e que ganhos concretos já são visíveis?
Na PSA Sines, a integração de Inteligência Artificial e Internet das Coisas tem vindo a transformar significativamente a gestão de frotas e armazéns. Os sistemas e dispositivos tecnológicos que asseguram a proteção do Terminal já incorporam IA, o que nos permite uma capacidade de resposta superior e um nível de serviço mais abrangente.
Por outro lado, a gestão da frota e dos armazéns assenta em plataformas e sistemas automatizados que utilizam processos avançados de análise de dados (data analytics). Esta abordagem promove maior eficiência, reduz tempos não produtivos na nossa cadeia logística interna e, consequentemente, incrementa a disponibilidade e fiabilidade da frota. Estes ganhos concretos traduzem-se numa operação mais ágil, segura e orientada para a excelência.

Como é que a evolução para a gestão de infraestruturas e portos inteligentes está a reforçar a posição de Sines nas cadeias globais de valor e a apoiar a competitividade das empresas que operam no terminal?
A transformação para um porto inteligente coloca Sines na vanguarda da logística global:
- Infraestruturas conectadas permitem maior integração com parceiros internacionais;
- Sistemas digitais de planeamento e tracking aumentam a transparência e previsibilidade para os clientes;
- Capacidade de resposta rápida a variações na procura reforça a confiança nas cadeias de abastecimento globais.
Este posicionamento atrai novos investimentos e garante às empresas que operam no terminal um ecossistema competitivo, alinhado com as exigências da Indústria 4.0. Além disso, estes avanços geram benefícios significativos para a região, o porto e a comunidade local — criando emprego, fomentando inovação e promovendo um crescimento económico sustentável.
Quais são hoje os principais desafios na captação e retenção de talento e como está a PSA Sines a preparar as equipas e a captar talento para responder às novas competências exigidas pela mobilidade e logística 4.0?
Os principais desafios incluem:
- Escassez de perfis especializados em tecnologias digitais, automação e engenharia;
- Competição global por talento em áreas como IA, análise de dados e cibersegurança.
- Mão-de-obra disponível na Região.
Para responder a estes desafios, a PSA Sines como principal empregador da Região, aposta em:
- Programas de formação contínua, preparando as equipas para novas competências e adaptação às mudanças da área de negócio;
- Parcerias com instituições de ensino, para captar jovens talentos e promover estágios técnicos;
- Políticas de valorização e bem-estar, criando um ambiente atrativo e sustentável para retenção, com programas de saúde e bem-estar promovidos através de parcerias estabelecidas com o comércio local e que beneficiam não só os colaboradores da PSA, como também a economia local;
- Oportunidades de desenvolvimento de carreira, associadas a investimento contínuo em programas de desenvolvimento de talento.
O objetivo é garantir uma força de trabalho preparada para os desafios da logística 4.0, mantendo a competitividade e a inovação.
Pergunta do Diretor do Jornal Económico:
Quais são as principais tendências que vão moldar os transportes marítimos nos próximos anos?
O setor dos transportes marítimos está a atravessar uma transformação profunda que continuará a acelerar nos próximos anos, marcada sobretudo pela digitalização e automação, pela descarbonização, pela evolução das frotas e pela necessidade de cadeias de abastecimento mais resilientes.
A adoção de tecnologias como inteligência artificial, analítica avançada, automatização de terminais e digitalização documental vai tornar as cadeias logísticas mais eficientes, seguras e previsíveis, enquanto a pressão regulatória e ambiental impulsiona o investimento em combustíveis de baixo carbono, soluções híbridas e operações mais sustentáveis. Paralelamente, a tendência para navios de maior capacidade continuará a exigir portos preparados, com águas profundas e operações altamente eficientes, capazes de responder à crescente concentração de rotas.
Ao mesmo tempo, as disrupções recentes demonstraram a importância de cadeias logísticas robustas, diversificadas e colaborativas, com maior visibilidade ponta-a-ponta e agilidade para se adaptar rapidamente às flutuações do mercado e a eventos imprevistos.
Na PSA Sines, estamos totalmente alinhados com esta evolução, investindo continuamente em tecnologias, infraestruturas e talento para assegurar que Portugal se mantém um nó estratégico nas rotas globais do comércio marítimo.
Este conteúdo foi produzido em parceria com a PSA Sines.




