BdP: Investimento Direto Estrangeiro cai 11% para 4,8 mil milhões de euros

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No terceiro trimestre, segundo dados do Banco de Portugal, o Investimento Direto Estrangeiro fixou-se em 4,8 mil milhões de euros, o que compara com 5,4 mil milhões no período homólogo, ou seja caiu 11,1%.

O valor de 4,8 mil milhões inclui o investimento no capital de entidades portuguesas (3,4 mil milhões de euros). Neste valor estão incluídos 1,0 mil milhões de euros referentes a investimento imobiliário.

Numa perspetiva de contraparte imediata, os países europeus foram os que mais investiram em Portugal neste período. Destacou-se o investimento proveniente de Espanha (1,4 mil milhões de euros), do Luxemburgo (0,8 mil milhões de euros), de França (0,4 mil milhões de euros) e do Reino Unido (0,4 mil milhões de euros), revela o banco central.

O movimento contrário, ou seja, o investimento direto de Portugal no exterior (IPE), no terceiro trimestre de 2025, revela que as transações totalizaram 2,1 mil milhões de euros (o que compara com 2,9 mil milhões de euros no período homólogo, ou seja uma queda de 27,6%). “Numa perspetiva de contraparte imediata, destacou-se o investimento realizado em países europeus, principalmente nos Países Baixos (0,7 mil milhões de euros) e em Espanha (0,7 mil milhões de euros)”, refere o BdP.

O Banco de Portugal avança ainda que no terceiro trimestre, os rendimentos de IDE, pagos a não residentes, foram de 3,8 mil milhões de euros, em linha com os registados no período homólogo. Os rendimentos de IPE, recebidos de não residentes, totalizaram 1,8 mil milhões de euros, menos 0,1 mil milhões de euros do que no período homólogo.

Em termos de stock, o banco central revela que, no final do terceiro trimestre deste ano, o stock de investimento direto do exterior em Portugal (IDE) era de 208,1 mil milhões de euros. Já o stock de investimento direto de Portugal no exterior (IPE) totalizava 78,4 mil milhões de euros. Estes montantes representavam, respetivamente, 69% e 26% do PIB.

Desde 2008 que ambos os stocks têm aumentado, embora a ritmos diferentes: o IDE mais do que duplicou entre o final de 2008 e o terceiro trimestre de 2025, enquanto o IPE cresceu 50%.

Quando medidos em percentagem do PIB, o peso do IDE aumentou 23 pontos percentuais, mas o peso do IPE reduziu-se três pontos percentuais.