A Azores Airlines (operação internacional do Grupo SATA), que teve uma oferta de 17 milhões de euros por 85% da companhia por um consórcio liderado por Carlos Tavares (ex-CEO da Stellantis), apresentou um lucro de 7,8 milhões de euros no terceiro trimestre, mas até setembro acumula um prejuízo de 33,3 milhões de euros, melhor em 5% face ao ano anterior.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação, e amortização (EBITDA) subiu 21% para os 24,9 milhões de euros, face ao período homólogo, enquanto que a margem EBITDA subiu para os 22% face aos 14% do ano anterior. Já os custos operacionais desceram 27% para os 89,4 milhões de euros.
O load factor (taxa de ocupação) aumentou 0,4 pontos percentuais (p.p.) para os 85,3% e foi ainda registada uma melhoria de 3,2 pontos percentuais na pontualidade.
Sata Air Açores reportou lucro de 400 mil euros
Já a Sata Air Açores (operação doméstica do grupo SATA) apresentou um lucro de quase 400 mil euros no trimestre, no terceiro trimestre, embora até setembro tenha um prejuízo de três milhões de euros.
A Sata Air Açores registou também uma subida de 4,6% nos passageiros transportados (404.804), e o load factor chegou aos 83,6% (+2,5 p.p.), as receitas aumentaram 8,3% para os 42,3 milhões de euros e o EBITDA cresceu 23% para 4,7 milhões de euros.
“Os resultados do terceiro trimestre, bem como os resultados acumulados, mostram que estamos no caminho certo para equilibrar financeiramente a empresa, com uma aposta clara no controlo de custos, invertendo a tendência de aumentos de custos superiores à receita. Esse tem sido um dos objetivos principais do Plano de Sustentabilidade Financeira”, disse o CEO do grupo SATA, Rui Coutinho.
Relativamente à Azores Airlines o grupo salienta que se verificou “reduções expressivas” nos custos com o ano de 2025 a “continuar marcado por uma elevada competitividade” no setor aéreo, com o mercado norte-americano “mais contido” face aos últimos anos, influenciado por fatores geopolíticos.
“No terceiro trimestre, destacou-se uma alteração significativa no mix de rotas exploradas, privilegiando operações domésticas com aeronaves próprias e de menor dimensão. Esta mudança resultou numa quebra de 11% no número de passageiros transportados e impactou a receita em cerca de 19%”, salienta o grupo.
“Em contrapartida, os custos registaram reduções expressivas, em proporções superiores às da receita. Os custos diretos diminuíram 37%, sustentados sobretudo pela redução nos gastos com combustível, fruto da conjugação entre queda nos preços e a alteração do tipo de equipamento e rotas. Adicionalmente, os custos com ACMIs apresentaram uma redução de 65% face ao ano anterior, com maior incidência no mês de setembro, refletindo a menor dependência de aeronaves contratadas. Mesmo com uma redução dos custos operacionais diretos, os custos com pessoal (que representam cerca de 20% do total da estrutura de custos) registaram um aumento de 4% fruto dos acordos celebrados em 2024 com impactos prospetivos”, referiu a empresa.
Quanto à Sata Air Açores o grupo diz que “apresentou uma evolução operacional positiva”, transportando mais 5% de passageiros, o que se traduziu num aumento de 14% na receita de passagens. “As receitas de handling acompanharam esta tendência, registando um crescimento de 12%. Globalmente, os custos também aumentaram, mas de forma proporcional às receitas. Destacam-se as variações nos custos com Aeronave, Tripulação, Manutenção e Seguro, ou ACMI, (+1,4 milhões de euros), contratados para suprir a falta de frota devido ao atraso na retoma de uma aeronave após manutenção estrutural, e nos custos com pessoal (+1,2 milhões de euros), resultantes dos acordos celebrados em 2024 com efeitos prospetivos. Apesar do aumento dos custos, este foi menos expressivo do que o crescimento das receitas, refletindo-se num EBITDA 23% superior ao do ano anterior”, referiu o grupo.
SATA Gestão de Aeródromos teve lucro de 240 mil euros
Já a SATA Gestão de Aeródromos teve um lucro de 240 mil euros, no terceiro trimestre, face aos prejuízo de 239 mil euros no ano anterior. O EBITDA foi positivo em 145 mil euros face aos -129 mil euros do ano anterior. E as receitas cresceram 23% para os 1,66 milhões de euros.
“A SATA Gestão de Aeródromos registou um aumento das receitas, sustentado pelo incremento operacional nos aeródromos sob sua gestão e pela atualização da estimativa de reequilíbrio financeiro, decorrente do cumprimento do contrato de obrigações de serviço público. Os custos mantiveram-se estáveis, o que contribuiu para um EBITDA positivo no terceiro trimestre de 2025. Tal como nas restantes empresas operacionais, também na SATA Gestão Aeródromos, o resultado líquido acompanhou a evolução dos resultados operacionais, passando para terreno positivo, com 240 milhares de euros no terceiro trimestre e 885 milhares de euros no acumulado até setembro”, salientou o grupo.




