Bondalti, Brisa, CUF, Fidelidade, Galp, José de Mello, Servier e Trivalor são as oito empresas fundadoras do Center on Longevity Leadership

Na passada terça-feira, a Católica-Lisbon apresentou publicamente o seu novo centro de investigação dedicado a apoiar organizações na transição para a economia da longevidade.

O Center on Longevity Leadership foi lançado esta semana, no dia 25 de novembro, na Universidade Católica, e tem como missão “capacitar líderes e organizações para prosperarem numa era marcada pela longevidade, recorrendo à investigação, à formação e ao impacto societal”.

Durante a sessão de lançamento foram anunciadas as oito empresas fundadoras — Bondalti, Brisa, CUF, Fidelidade, Galp, José de Mello, Servier e Trivalor — que, segundo o comunicado da Universidade, “irão desempenhar um papel estruturante na definição de prioridades, na construção de conhecimento aplicado e na criação de respostas estratégicas para os desafios colocados pelo aumento da longevidade das populações”.

As empresas fundadoras vão assumir um papel ativo na construção de soluções para dar resposta às transformações profundas provocadas pelo aumento da longevidade das populações.

A participação destas empresas no centro de investigação garante uma base sólida de colaboração intersectorial e reforça a ambição de desenvolver soluções com impacto real nas políticas organizacionais e sociais.

De acordo com Céline Abecassis-Moedas, Diretora Académica do Center on Longevity Leadership, “o fenómeno da longevidade está a alterar a estrutura da sociedade portuguesa e europeia. A esperança média de vida ultrapassa hoje os 82 anos e continua a subir, enquanto a taxa de fertilidade permanece muito abaixo do nível de substituição, criando uma população menos jovem e mais concentrada nos grupos etários avançados.

Céline Abecassis-Moedas diz mesmo que Portugal é já o quarto país mais envelhecido do mundo, com um quarto da população acima dos 65 anos e apenas 2,6 ativos por cada sénior. Ora, esta transformação tem “efeitos diretos no mercado laboral, onde o único segmento em crescimento é o dos trabalhadores mais velhos, e nas tendências de consumo, uma vez que os cidadãos com mais de 50 anos deverão tornar-se o principal motor económico nas próximas décadas”, alerta.

“Estas tendências deixam de ser projeções e tornam-se dados incontornáveis para a gestão, a economia e a sociedade”, explica Céline Abecassis-Moedas, Diretora Académica do Center on Longevity Leadership.

O lançamento do centro de investigação resulta de dois anos de trabalho contínuo, durante os quais a Católica-Lisbon desenvolveu projetos que alimentaram a visão estratégica agora consolidada no novo centro. Entre estas iniciativas destaca-se uma investigação internacional sobre modelos de força de trabalho intergeracional, realizada em parceria com a Universidade de Louisville, no Kentucky.

“Vamos desenvolver projetos de investigação com parceiros internacionais, como a Universidade de Louisville ou o Stanford Center on Longevity, do qual somos ambas embaixadoras”, diz Amélia Rita Monteiro, Diretora de Investigação do Center on Longevity Leadership.

Foi igualmente criado o grupo AGEnergy, que reúne nove empresas, entre as quais Brisa, CUF, Fidelidade, Galp, José de Mello, Santander, Servier, Trivalor e VdA, num espaço colaborativo dedicado à inovação intergeracional e à experimentação de novas abordagens de gestão.

Paralelamente, a escola tem vindo a formar executivos através do programa Longevity Leadership, atualmente a preparar a sua terceira edição, e introduziu no The Lisbon MBA uma unidade curricular focada em longevidade, aproximando a próxima geração de gestores das dinâmicas estruturais que marcam o século XXI.

A estrutura do Center on Longevity Leadership organiza-se em três eixos — Talent, Market e Society — que procuram traduzir a longevidade como uma força transformadora com reflexos diretos na liderança, nas estratégias empresariais e nas políticas públicas. O objetivo passa por produzir conhecimento acionável e contribuir para respostas concretas a um dos desafios mais estruturais do século XXI.