Draycott consolida lavandarias onde adquiriu controlo sob a marca “Claro”

A Draycott, sociedade de private equity, anuncia projeto de consolidação de lavandarias industriais, originando a marca nacional Claro. O novo grupo já integra as operações da VivaWashing, NovaWash/SerlimaWash II e Staro.

A execução do projeto é liderada pela Draycott, enquanto acionista de controlo, apoiada pelo reinvestimento dos acionistas das empresas adquiridas.

O projeto resulta da estratégia de consolidação iniciada pela Draycott em 2025, que combina a aquisição de operadores regionais com um modelo integrado de gestão, digitalização e otimização operacional e logística, explica a sociedade liderada por João Coelho Borges.

A estrutura de gestão profissional encontra-se em expansão e Marta Bento, da Draycott, assume funções como CEO da Claro, “assegurando continuidade estratégica desde a fase de integração inicial”, refere em comunicado a sociedade gestora diversificada de ativos alternativos e que é líder em private equity em número e valor de transações em Portugal.

“Com capacidade sazonal de até 40 toneladas por dia, a Claro posiciona-se agora como o segundo maior operador nacional do setor, num movimento que responde à elevada fragmentação do mercado português. Num setor atualmente composto por mais de 60 operadores e apenas um líder de grande escala – com quota de mercado superior a 25% – a Claro visa responder à crescente procura impulsionada pela expansão do turismo, pela tendência de outsourcing de serviços têxteis e pela recuperação económica pós-pandemia”, refere o fundo de private equity.

A empresa serve atualmente clientes dos setores hoteleiro, restauração e industrial nas regiões Centro e Sul do território continental.

Segundo a Draycott, “o desenvolvimento de uma marca que seja única e reconhecida, visa elevar os padrões de serviço num mercado que ronda 145 milhões de euros, com margens estruturais de EBITDA entre 20% e 30%”.

“A Claro surge de uma necessidade de evolução e enaltecimento de um serviço que é verdadeiramente crítico para setores tão relevantes para a nossa economia como a hotelaria, a saúde e a indústria. Visa não só melhorar a oferta existente, mas, principalmente, criar as condições certas para fazer melhor – de modo Claro, consistente, estruturado, sustentável e, acima de tudo, alinhado com o que o mercado realmente exige”, afirma Marta Bento, CEO da Claro.

“A Claro dá início a uma nova fase de transformação do setor, assente em disciplina, profissionalização e excelência na execução. Com este projeto de consolidação, a Draycott reforça o seu compromisso em construir operadores mais sólidos, eficientes e orientados para a qualidade, elevando o nível de exigência e o padrão de serviço em todo o mercado”, acrescenta Vanessa Moura Brás, Partner de Private Equity na Draycott.

A Claro, “sob a tagline Every Cycle Counts, prevê uma expansão faseada até 2030, com crescimento orgânico sustentado e a integração de novos operadores regionais, a par do desenvolvimento de uma plataforma centralizada que assegure elevados padrões de profissionalismo, qualidade, inovação e sustentabilidade”, acrescenta o fundo.

O projeto contempla agora mais aquisições que visam consolidar a ambição de constituir um operador nacional competitivo face aos grandes grupos internacionais presentes no mercado, garante a Draycott.

“Este projeto reforça o posicionamento institucional da Draycott como consolidadora de referência em setores industriais de alto potencial, aplicando metodologias de private equity internacional a setores tradicionais da economia portuguesa e demonstrando a capacidade da gestora de transformar mercados fragmentados em plataformas de valor sustentável”, acrescenta.

A Draycott é uma plataforma de investimento multiativo que combina capital proprietário, de family offices e institucional, com foco em Private Equity, Real Estate e Venture Capital.