O despedimento de centenas de trabalhadores por parte de empresas sediadas em Portugal que receberam milhões de euros em fundos europeus é um tema em destaque na edição desta quinta-feira do “Jornal de Notícias”.
O diário dá ênfase a este dossier dando o exemplo de empresas do setor têxtil e do calçado localizadas no Norte do país que, apesar de terem recebido somas avultadas de milhões de euros provenientes de fundos europeus, têm vindo a avançar com a dispensa de trabalhadores e ainda o encerramento de unidades de produção.
O “JN” destaca o caso da Polopiqué, localizada em Santo Tirso. No âmbito de dois quadros comunitários de apoio – o PT2020 e PT2030, esta empresa têxtil garantiu uma verba de 8,2 milhões de euros. No entanto, este montante, que serviu para dar inicio a um processo de reestruturação, não foi o suficiente para travar o despedimento de 274 trabalhadores.
Segundo relato da empresa no início de setembro deste ano, o Plano Estratégico de Reestruturação prevê a “concentração da capacidade produtiva nas unidades com maior rendimento operacional e flexibilidade, encerrando as unidades de confeção de vestuário e tecelagem de tecidos e o reforço da subcontratação externa estratégica, especialmente na área da confeção, mantendo os elevados padrões de qualidade e controlo”.
O redimensionamento da estrutura organizacional, garantindo uma operação mais ágil e alinhada com a procura, dispensando 274 colaboradores, com salvaguarda de todos os direitos legais, alienação de ativos não essenciais, que permitirá canalizar recursos para investimento futuro e inovação e o reforço da parceria estratégica com clientes-chave, garantindo estabilidade operacional e uma visão de crescimento sustentável a médio e longo prazo, completam o Plano Estratégico.




