Um estudo da Bain & Company, que tem por base uma amostra de mais de 250 aquisições de marcas insurgentes na última década, refere que as empresas adquiridas registam, em média, uma taxa de crescimento de 22% dois anos após a conclusão da operação, face aos 77% observados no período anterior à aquisição.
Na análise ‘Six Steps to Speed Insurgent Brand Growth Post-Acquisition’ o estudo da Bain & Company refere que esta desaceleração no ritmo de crescimento “pode refletir a maturidade natural” das marcas adquiridas, mas também “avaliações demasiado otimistas e expectativas desajustadas” por parte dos compradores.
“Na fase inicial, muitos sobrevalorizam a saúde da marca e a força da sua proposta de valor, o que leva a uma perceção inflacionada da sua competitividade. Acreditar na rapidez da escalabilidade ou na integração imediata das estruturas adquiridas tende a gerar metas difíceis de cumprir”, diz o estudo.
A Bain & Company identificou também quatro erros recorrentes durante a integração pós-aquisição. “Foco excessivo em sinergias de custo sem alinhamento com a nova estrutura; incentivos e key performance indicators (KPIs), ou indicadores de performance chave na tradução portuguesa, direcionados para ganhos de curto prazo; falta de foco nas prioridades, que sobrecarrega as equipas; e subestimação das diferenças culturais e de formas de trabalho”, diz o estudo.
“As fusões e aquisições apresentam alguns desafios significativos. No entanto, quando bem executadas, podem gerar valor real tanto para empresas já estabelecidas como para novos players. Identificámos seis práticas que fazem a diferença entre uma operação que perde fôlego e outra que impulsiona o crescimento sustentável a longo prazo”, refere o sócio da Bain & Company, João Valadares.
A Bain & Company deixou ainda seis práticas que diz serem essenciais: “Definir uma visão comum (“North Star”) – Estabelecer, desde o início, o papel que a marca terá dentro do portefólio; Criar um plano de crescimento equilibrado – Combinar a agilidade da empresa adquirida com as capacidades da compradora, evitando expansões apressadas; Proteger a identidade da marca – Garantir governança conjunta e manutenção do foco em métricas relevantes para a saúde da marca; Integrar de forma faseada – A integração deve ser faseada, por áreas, preservando a agilidade; Definir rapidamente o modelo de liderança – Reter talento-chave e preparar planos de carreira desde o primeiro dia; Preservar dinâmicas da empresa adquirida na integração – Os melhores compradores mantêm a agilidade da empresa adquirida, criando equipas dedicadas a gerar valor de forma rápida”.




