A rede de intermediação de crédito Maxfinance registou em outubro o seu melhor mês em produção de crédito à habitação, ultrapassando os 265 milhões de euros, com cerca de 1.500 famílias a recorrerem à rede para financiarem imóveis.
O valor médio dos contratos atinge 170 mil euros e o crédito a taxa mista mantêm-se como principal escolha das famílias, segundo a intermediária de crédito.
As operações de crédito novo para compra de habitação foram o principal impulsionador da evolução da atividade. Já as transferências de crédito mantiveram, ao longo do ano, um peso muito reduzido na produção, tal como outros tipos de operações, como consolidações ou créditos para finalidades específicas, segundo a Maxfinance.
O desempenho surge num contexto em que os intermediários de crédito ganham peso no mercado nacional: segundo o Banco de Portugal, 56% dos novos contratos de crédito à habitação, em número, e 57% em volume já passam por estes profissionais.
“A dinâmica evolutiva registada pela rede confirma a consistência dos resultados ao longo do ano, enquanto a variação de 22,8% no terceiro trimestre, face ao período homologo de 2024, evidencia uma aceleração adicional da atividade no período mais recente, consolidando o posicionamento da Maxfinance como a maior rede de intermediação de crédito em Portugal”, refere a intermediária de crédito.
Segundo Francisco Ferreira Lima, CEO da Maxfinance, a empresa já tem “mais agências, estamos em mais mercados, conseguimos captar mais negócio e aumentámos os nossos rácios de conversão junto dos bancos porque, na verdade, os nossos gestores e intermediários de crédito estão mais eficientes e conseguem responder à exigência crescente do mercado”.
“A rede teve capacidade para aproveitar o contexto favorável do mercado, sendo que para isso muito contribuiu a profissionalização crescente das equipas e melhoria contínua dos processos internos, apoiados por tecnologia própria”, referiu também.
Existem cerca de 6.000 Intermediários de Crédito autorizados e registados no Banco de Portugal. Por categoria, cerca de 60% são a título acessório (por exemplo, a FNAC que dá financiamento aos clientes na compra dos seus produtos) e quase 40% são vinculados, sendo os não vinculados residuais.
Já por tipo de crédito, mais de 60% dos Intermediários de Crédito trabalha com crédito ao consumo, pouco mais de 20% com crédito à habitação e cerca de 15% em ambos os segmentos. Há 57,4% do crédito à habitação concedido em 2024 que foi distribuído através de Intermediários de Crédito e 49,9% do crédito ao consumo concedido em 2024 foi distribuído através dos Intermediários de Crédito e, no crédito automóvel, esta proporção disparou para 83,1%.
O Banco de Portugal prepara uma alteração ao Regime dos Intermediários de Crédito para 2026, no sentido da maior transparência.




