Portugal alcançou o 33.º lugar no Ranking Mundial de Competitividade Digital do IMD 2025, subindo duas posições face ao ano passado, tendo tido melhorias nas áreas de conhecimento e tecnologia, foi hoje divulgado.
O estudo é produzido anualmente pelo Centro de Competitividade Mundial (WCC) do IMD e a edição deste ano avaliou 69 economias mundiais. Portugal chegou a estar em 34.º lugar, em 2021, mas depois de uma queda em 2022, tem recuperado nos últimos três anos e ultrapassou esta posição.
“Com este resultado, o país sobe pelo terceiro ano consecutivo no ranking, apesar do panorama competitivo bastante exigente na região EMEA [Europa, Médio Oriente e África]”, em que ficou em 23.º lugar entre 45 países, refere um comunicado hoje divulgado.
Portugal melhorou face a 2024 nos fatores do conhecimento e da tecnologia, passando para 28.º e 36.º lugar, respetivamente, tendo recuado para 38.º lugar geral na preparação para o futuro.
Entre os 37 países analisados com uma população abaixo de 20 milhões de pessoas, Portugal manteve-se em 21.º lugar.
Na categoria de conhecimento, o talento e a concentração científica chegaram à posição 25. Dentro desta categoria, o elemento rácio aluno-professor no ensino superior foi a principal força identificada, chegando ao 10.º lugar, contra a formação de trabalhadores, a pior categoria, em que ficou na 61.ª posição.
Na parte da tecnologia, o 36.º posto foi alcançado graças aos resultados no enquadramento regulamentar (20.º) e capital (45.º), destacando-se as leis de imigração (5.º) e tecnologias de comunicação (8.º) como as principais vantagens competitivas portuguesas, contrastando com as fragilidades em banda larga sem fios (56.º) e percentagem de exportações de alta tecnologia (52.º).
Em sentido inverso, a descida de uma posição na preparação para o futuro “está ligada à baixa agilidade das empresas (58.º) e à fraca utilização de big data e analytics (55.º)”, que são “dimensões altamente valorizadas no panorama global”.
Já os subfatores legislação para proteção da privacidade (2.º) e flexibilidade e adaptabilidade (11.º) são as principais forças neste campo.
Este ‘ranking’ é liderado pela Suíça, seguida pelos Estados Unidos da América e por Singapura, anterior líder.
“O estudo constatou que as barreiras ao comércio e ao investimento — características significativas da fragmentação geopolítica — estão a ter implicações na capacidade digital das economias, com repercussões para as empresas com operações nessas regiões”, refere o comunicado que acompanha o estudo, que acrescenta que as economias menos afetadas pela fragmentação comercial “estão a avançar rapidamente”, como o caso do Qatar (20.º lugar, subida de seis lugares).




